A luz frouxa que guarnecia o ambiente
Timidamente, permitia-me olhar sem receios
Pela fresta de sua blusa entre os botões
A beleza da sombra que desenhava os teus seios
Eu, sem mentir, não nego
Sóbrio, mirava teus olhos sem espanto
Passeando pela íris dos teus olhos e corpo inteiro
Via e sentia o prazer deles, que encanto!
E mais! A sinuosidade do teu corpo
Levava-me as nuvens como se tivesse asas
Deixando-me perplexo e firme
Acendendo e transformando meu corpo em brasas
De mente e olhos abertos ficava em brasas
Ao fechá-los ficava no chão
Insólito não via e sentia mais nada
Eis que a brasas se transformavam em carvão
Vi, assim, em condão tua alma a brilhar
E teu corpo sorrir e reluzir sem alarde
É, saga da vida acontece
És formosa, sou um covarde!
Polibio Hélio Lago
SSA, 15/9/2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário